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TABUAS DE EUCALIPTO
  A crescente utilização de madeira serrada de eucalipto no Brasil demanda avaliações mais detalhadas sobre suas características e comportamentos frente aos processos industriais. O emprego de novos materiais genéticos de eucalipto para a produção de madeira serrada requer informações sobre o rendimento das toras submetidas a diferentes métodos de desdobro e sobre a qualidade da madeira produzida.

A aceitação crescente da madeira serrada de eucalipto pelo mercado é causada, em grande parte, pelo seu melhor conhecimento e divulgação, maior disponibilidade, mas também pela crescente pressão social pela redução do uso de madeiras nativas. A esses fatores acrescenta-se a possibilidade de obter maior uniformidade na matéria-prima utilizada em processos industriais e também de poder contar com suprimentos regulares de matéria-prima para as linhas de produção industrial.

A madeira serrada de eucalipto exige cuidados no desdobro e na secagem porque, além da presença de tensões internas de crescimento, as suas propriedades físicas e mecânicas são heterogêneas. Estes aspectos são os principais responsáveis pelos baixos rendimentos no processamento da madeira devido à tendência ao rachamento das toras antes e durante o seu desdobro, pelo cerne quebradiço e pelas deformações que surgem na madeira serrada durante o processo de secagem. Para reduzir essas dificuldades, algumas providencias têm sido tomadas, melhorando o aproveitamento do eucalipto na serraria.

As tensões de crescimento que ocorrem freqüentemente em eucalipto de rápido crescimento ocasionam defeitos durante seu processamento e utilização, evidenciando a necessidade de bem avaliá-las.

Técnicas de desdobro

Para reduzir os defeitos oriundos das tensões de crescimento, diversas técnicas de desdobro têm sido utilizadas com vantagens e desvantagens, sendo necessárias também outras ações conjuntas, como melhoramento genético e manejo florestal. Entre os métodos de desdobro, os mais comuns são o paralelo, o radial e o simétrico ou alternado.

A técnica de desdobro adotada, a qualidade da matéria-prima e as características dos equipamentos utilizados deverão garantir um rendimento adequado, assim como uma boa qualidade da madeira serrada. Características externas (conicidade, curvatura e achatamento) e internas (tensões de crescimento, excentricidade da medula e largura da rachadura) das toras são determinantes para se obter qualidade e rendimento satisfatórios.

O desdobro tangencial consiste na obtenção de peças tangenciais às camadas de crescimento. Entretanto, quando o corte passa pela proximidade da medula, ou tem orientação diametral, também são obtidas peças com face radial. Este tipo de desdobro é preferido na Austrália por apresentar melhor desenho, maior rendimento em madeira serrada, menor limitação de largura das tábuas e maior rapidez de secagem.

Este método apresenta também a vantagem de permitir que o empenamento apresentado pelas tábuas seja mais facilmente corrigido do que o apresentado pelas tábuas radiais.

Uma comparação entre os métodos de desdobro radial e tangencial em toras de eucalipto grandis (12 anos de idade) e eucalipto dunnii (16,5 anos de idade) foi tema de uma pesquisa. Nos resultados, defeitos como arqueamento e encurvamento provocados pelas tensões de crescimento foram de menor intensidade em tábuas provenientes do desdobro tangencial. De modo diferente, as rachaduras foram maiores em tábuas provenientes do desdobro tangencial.

O rendimento ao desdobro é obtido pela relação entre os volumes de madeira serrada e de toras, expressa em %, e pode ser afetado de diferentes formas. O rendimento varia de 45% a 55% para folhosas, sendo afetado pela qualidade das toras, dos equipamentos, técnicas de desdobro e pela qualificação profissional dos operários.

A conicidade de toras de eucalipto grandis e saligna (20 anos) apresenta, sobre o rendimento em madeira serrada, impacto significativamente maior que a rachadura de extremidade da tora e rachadura de extremidade de tábua.

De maneira geral, a madeira produzida pelas florestas plantadas no Brasil apresenta volumes significativos, embora, por vezes, a qualidade seja apenas aceitável. Algumas informações contribuem para uma melhor qualidade da matéria-prima. Tais como desdobro, velocidades de alimentação das serras, formas de dentes de serras. As propriedades das espécies que afetam o seu processamento e resultam em menor incidência de defeitos também são dados importantes.

Pesquisa

Uma estudo realizado pela Universidade Federal de Lavras utilizou 33 toras provenientes de 10 clones de híbridos de eucalipto spp., selecionados entre 34 clones da Companhia Mineira de Metais - Unidade Agroflorestal

Antes do desdobro, foram avaliadas: a conicidade, a excentricidade da medula, a largura da maior rachadura de topo, a circularidade, a curvatura e a cubagem das toras segundo as normas para medição e classificação de toras de madeiras folhosas.

O desdobro foi realizado em serra de fita simples regulada para produzir peças com 3cm de espessura. As peças foram canteadas em serra circular canteadeira e destopadas em serra circular destopadeira tipo pêndulo.

No método de desdobro tangencial são retiradas as costaneiras e tábuas por meio de giros de 180º nas toras até ser retirada a última peça, também denominada pranchão central.

No método de desdobro tangencial balanceado paralelo à casca, a base da tora foi fixada e encostada na haste do carro-porta-toras. Deslocou-se a tora até que a base desta tocasse num esquadro apoiado na extremidade da mesa do carro-porta-toras. Em seguida, o topo da tora foi deslocado com o auxílio de alavanca até encostar em outro esquadro, apoiado na outra extremidade da mesa do carro-porta-toras sem encostar na haste.

Dessa maneira, a tora foi alinhada com a lâmina da serra de fita para cortar as costaneiras e tábuas, até ser retirado o pranchão central que apresentou formato de cunha. O objetivo deste método é produzir tábuas constituídas por fibras de um mesmo anel de crescimento.

Após o desdobro das toras, as tábuas foram canteadas na serra circular canteadeira, produzindo-se a maior largura possível. Com o objetivo de promover melhor aproveitamento das toras, as costaneiras obtidas nos três métodos de desdobro foram resserradas na serra circular canteadeira, obtendo-se ripas com as seguintes dimensões nominais: 1,7 x 5,0 x 290 cm.

Após o corte das tábuas, determinaram-se a largura e o comprimento da maior rachadura em cada extremidade das peças, sendo descontados do volume final. A seguir, as peças foram empilhadas e tiveram as extremidades esquadrejadas. Com isso, o comprimento foi padronizado e reduzido para 2,8 m.

O encurvamento e o arqueamento foram medidos com base no comprimento da flecha maior em relação ao comprimento da peça.

Após a obtenção do volume de todas as tábuas, pranchões centrais e ripas provenientes de cada tora, calculou-se o rendimento.

Resultados

Árvores ou clones que apresentam maiores diâmetros são mais desejáveis para a produção de madeira serrada por resultarem em maiores rendimentos.

O rendimento em madeira serrada aumenta com o aumento do diâmetro das toras porque o volume de toras perdido com costaneiras e aparas é menor em relação ao volume das toras.

O encurvamento das tábuas para todos os clones nos três métodos de desdobro apresentou valores de pequena magnitude. É importante considerar que, para os métodos tangenciais de desdobro normalmente os valores de arqueamento são menores do que aqueles encontrados no método de desdobro radial.

Peças que apresentam arqueamento somente são endireitadas mediante desgaste lateral reduzindo a produtividade. O estudo constatou que a retirada de 1/3 da tora em costaneiras não reduziu com eficiência o efeito das tensões.

Este resultado contradiz os resultados de outros trabalhos e conseqüentes recomendações para desdobro de toras de eucalipto. A ineficiência do corte a 1/3 do raio pode ter sido devido a vários fatores que estariam contribuindo para tornar a tora menos equilibrada mecanicamente. Entre esses, podem-se citar a conicidade da tora, a curvatura da tora e a excentricidade da medula. É possível que métodos de desdobro que promovam cortes simultâneos contribuam mais para o alívio das tensões de crescimento do que a espessura das costaneiras.

Dada a diversidade de métodos de desdobro utilizados, é possível que outros métodos, acompanhados ou não de ajustes na serra de fita, resultem em melhor qualidade e maior rendimento no desdobro. Por isso, sugere-se que, numa próxima etapa dessa linha de estudo, verifique-se a influência que a retirada de três costaneiras sucessivas exerce sobre esses índices.

Entre os três métodos de desdobro analisados o tangencial balanceado paralelo à casca resultou em maior rendimento de tábuas. A avaliação da qualidade das tábuas entre os três métodos de desdobro resultou em pequena diferença no encurvamento e no arqueamento. O menor índice de rachadura de tábuas foi obtido no método de desdobro tangencial balanceado paralelo à casca.

Fontes:Sérgio Ferreira - José Tarcísio Lima; Sebastião Carlos da Silva Rosado; Paulo Fernando Trugilho: Departamento de Ciências Florestais, Universidade Federal de Lavras (UFLA), MG.
Fonte:http://www.remade.com.br/pt/revista_materia.php?edicao=92&id=805
 
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