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CHAPAS DE MADEIRITEMADEIRAS BRUTASCOMPENSADOS
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PINUS :TABUAS DE PINUS -PRANCHAS DE PINUS PINUS PARA EMBALAGEM E CONSTRUÇÃO |
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Série Técnica IPEF, Piracicaba, v.9, n.27, p.56 – 62, Ago.1993. UTILIZAÇÃO MÚLTIPLA DA MADEIRA DE Pinus caribaea var. hondurensis PARA PRODUÇÃO DE CELULOSE KRAFT Francides Gomes da Silva Júnior* INTRODUÇÃO A crescente demanda por madeira e seus produtos, notadamente celulose para produção de papel, aliada à tendência mundial de conservação e preservação dos ecossistemas naturais lança um desafio à ciência florestal, o qual se constitui no aumento da produção industrial (madeira serrada, chapas e celulose) com o mínimo de impacto ao ambiente. Esse fato, associado aos aspectos econômicos que traz em seu bojo, tem levado as instituições ligadas ao setor florestal a realizarem pesquisas que permitam aumentar a produtividade das florestas implantadas, através de métodos de melhoramento genético e manejo silvicultural. Dentro desta mesma idéia, as indústrias que utilizam a madeira de reflorestamentos como matéria prima têm procurado alterar seus sistemas de produção de modo a aumentar o rendimento dos processos industriais. Ligando os estudos que vêm sendo realizados para melhorar a produtividade florestal e o rendimento industrial está a alternativa de uso múltiplo da madeira. No Brasil, dois gêneros se destacam como fontes de madeira para uso industrial: Pinus e Eucalyptus. As características tecnológicas e silviculturais da madeira de Pinus, bem como a introdução no Brasil de espécies tropicais (notada mente Pinus caribaea) têm promovido uma alternativa substancial na distribuição geográfica das florestas plantadas com este gênero. As áreas de plantio, antes restritas à região Sul, têm-se ampliado, atingindo as regiões Sudeste e Centro-Oeste e algumas áreas das regiões Norte e Nordeste. Em relação à utilização da madeira de Pinus, sabe-se que esta é matéria-prima fundamental para várias indústrias de celulose, laminação e serraria. As características morfológicas e anatômicas das árvores são específicas para cada tipo de emprego industrial, o que faz com que os métodos de manejo das florestas sejam diferentes, dificultando, assim, a utilização integral da árvore. Além disso, os processos industriais não aproveitam completamente a matéria-prima disponível. De acordo com Mello (1978), citado por ASSINI et alii (1984), o rendimento normal de uma serraria que trabalha com madeira de coníferas é de 55% a 65%. Carvalho (1959), também citado por ASSINI et alii (1984), afirma que o desperdício das serrarias em forma de pó-de-serra situa-se em tomo de 10% e de 25% na forma de costaneiras e aparas. Em indústrias de laminação que utilizam a madeira de Pinus como fonte de matéria prima, cerca de 13,6% do volume das toras processadas não são utilizadas devido a limitações do tomo laminador (AGUIAR, 1984). Segundo alguns dados estatísticos da SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura (1990), a produção brasileira de chapas compensadas está em tomo de 1,35 milhões de metros cúbicos. Aproximadamente 55% deste total é originado de madeira de Pinus. A * Pós-graduando em Ciência e Tecnologia da Madeira (LCF/ESALQ/USP) – Caixa Postal 9 – 13400-970 – Piracicaba-SP Série Técnica IPEF, Piracicaba, v.9, n.27, p.56 – 62, Ago.1993. mesma fonte informa que no ano de 1987 foram produzidos 1.220.000 metros cúbicos de madeira serrada de Pinus. A análise dos dados de produção de madeira serrada de Pinus permite estimar que ao final desta década a produção anual brasileira chegará a 19.000.000 de metros cúbicos (SBS - SOCIEDADE BRASilEIRA DE SilVICULTURA, 1990). Com base na produção anual de madeira serrada e chapas compensadas produzidas a partir da madeira de Pinus e considerando-se o rendimento dos processos produtivos, podemos concluir que no Brasil são gerados 1.300.000 m3 de resíduos de Pinus passíveis de serem utilizados para produção de celulose. Este volume de resíduo corresponde a aproximadamente 5.000 hectares de florestas plantadas com Pinus com 8 anos de idade. Corresponde ainda a 546.000 toneladas de madeira, que se utilizadas para produção de celulose, produziriam em tomo de 245.000 toneladas de celulose de fibra longa não branqueada, que gerariam cerca de US$135.000.000,00. Até o final desta década o volume de resíduos de Pinus passíveis de serem aproveitados para produção de celulose deve chegar a 3.500.000 metros cúbicos, podendo gerar 660.000 toneladas de celulose de fibra longa não-branqueada, representando US$363.000.000,00. Diante do exposto pode-se perceber que uma grande quantidade de matéria-prima é desperdiçada. A utilização destes resíduos teria como resultado direto um aumento no rendimento dos processos industriais de produção de celulose e uma redução de custos, promovendo ainda uma economia de recursos naturais e reduzindo o impacto ao meio ambiente. Neste trabalho, procuramos avaliar as características tecnológicas de resíduos de serraria e laminação de Pinus caribaea var. hondurensis frente ao processo kraft de produção de celulose. Os materiais objetos deste estudo foram assim denominados: 8 anos - material de desbaste com 8 anos de idade. Costaneira - material correspondente às costaneiras (resíduos de serraria). Miolo - material correspondente ao centro da tora (resíduo de laminação). Topo - material correspondente ao topo das árvores com 23 anos de idade (diâmetro compreendido entre 15 e 6 cm). Fonte:www.ipef.br |
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